sexta-feira, 19 de junho de 2015

Questões quadrinísticas para debate nerd. Parte I.

Na real, na real, tem algumas coisas que merecem ser informadas aqui. O Superman veio ao mundo em junho 1938 e era um personagem muito, mas muito diferente do que é hoje. Infinitamente mais fraco, não voava, dentre outras coisas, em resumo, suas habilidades não eram o que são hoje. Seu caráter, bom, esse então nem se fala, o Super, lá no seu inicio, era um super-herói mais faca na bota, não exitava em trocar de identidade com alguém para pegar um bandido, ou mesmo, se necessário, matá-lo. Ou seja, era um herói, meio que anti-herói, somente na segunda guerra que ele começou a ter a configuração que conhecemos hoje.
Já o Batman veio ao mundo em maio de 1939, 11 meses depois - obviamente ele surgiu mediante o enorme sucesso do Superman -, logo o Batman não é bem uma cria do Superman, mas um contemporâneo a este, além de concorrentes pelos corações dos leitores. A história do Batman se manteve praticamente a mesma, com as devidas considerações aos anos 50, que quase casaram o Batman com a mulher-gato, coisa do comic codes. Devo lembrar também que o Batman lá no seu inicio, usava arma de fogo, completamente diferente da ideologia atual do personagem. Outro fato interessante é que o Homem-Morcego, não foi criado como um super-herói, mas como um detetive e era chamado como Bat-Men. 
Em resumo, sobre estes dois grandes super-heróis, mais que sessentões, é isso, maiores informações basta dar um google.

Já nos anos 60 do século XX uma inovação ocorre, uma total reformatação do mundo dos super-herói vem com as criações de Stan Lee, uma nova forma de super-herói, completamente diferente do que existia até então, que em muitos casos se resumia a inúmeros personagens que eram cópias do Superman e do Batman, basta uma pesquisa rápida na internet para confirmar isso, até as capas dos gibis eram iguais.
Os personagens de Stan Lee tinham características muito diferentes das que os super-heróis de até então possuíam, suas criações eram mais próximas da realidade, adquiriram seus poderes e habilidades a partir de  elementos atuais, de acordo com o momento de suas criações, a guerra fria, a corrida espacial, a energia nuclear eram coisas que faziam parte das vidas das pessoas, e Lee levou isso para os quadrinhos de forma inenarrável. Mas, sua maior proeza foi dar aos seus heróis os problemas comuns, que todos nós temos, nos aproximou mais ainda destes grandes personagens, tornando-os mais humanos, e menos deuses.
Em suma, concordo que o Superman merece respeito, mas já achar que todos os outros heróis vieram graças a ele, duvido muito, esse é um debate muito antigo e longo que deixa para quem ler o blog comentar o post.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

REFLETIR É PRECISO

Hoje, resolvi fazer uma reflexão, nada de post analisando historicamente um determinado quadrinho e seu contexto, hoje, a reflexão é mais abrangente, uma reflexão quanto ao lugar das histórias em quadrinhos no mundo acadêmico.
Sera que os estudos das representações históricas dos quadrinhos na acadêmia, que mal chegaram la, já estão para ser superados por outras mídias?
Diante dessa questão, que particularmente encaro como perturbadora, penso que não é bem assim não, bom, vejamos, nos últimos anos uma quantidade enorme de novas mídias surgiram, para ilustrar fiquemos com as WebHQs, quadrinhos criados e divulgados em meio eletrônico, tem tantos que não da nem para enumerar mais, existem outro tanto, também sem condições de enumerar, de aplicativos, em varias plataformas voltados para a leitura de HQs, vendas de quadrinhos em versão eletrônica é bem grande no Estados Unidos da América, as grandes editoras de lá vendem até versões de quadrinhos narradas, para deficientes visuais.
Mas o quadrinho, como elemento de pesquisa acadêmica, não esta morto, muito longe disso, a cada dia pipocam artigos, entrevistas e livros sobre o tema, alguns acadêmicos, outros de fãs, mas mesmo assim, estão ai.
No quesito que abordamos acima, ou seja os trabalho acadêmicos, certa relevância que vejo é alguns autores/pesquisadores corajosos que apostaram nessa linha de pesquisa, e estão seguindo publicando e participando de programas e entrevistas, como é o caso de Iuri Andréas Reblin e Gelson Weschenfelder, cada qual dentro de suas especificidade quanto aos estudos acadêmicos sobre quadrinhos. São pesquisadores corajosos que eu tenho o prazer de ler e acompanhar seus trabalhos, na expectativa, de em algum momento, estar ao lado deles no mundo da pesquisa.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Questões de um grande herói.

Questões de interpretações é algo interessante, o que o autor dessa charge interpretou, é completamente do que eu interpreto. Alguém esta errado? não, pois cada interpretação deve ser feita com base no que cada pessoa sabe, ou seja, em seus conhecimentos, como os meus diferem do Zé, obviamente terei uma interpretação diferente da dele. segue abaixo minha analise quanto a está charge.
Quem conhece o personagem, ou mesmo de quadrinhos, vai refutar isso imediatamente, primeiro, tem muitos outros ricaços em Gothan. Segundo, as empresas Wayne investem bilhões para aplacar a desigualdade social na cidade. Terceiro, Bruce herdou uma fortuna que vem de gerações da família, cujo seus antepassados todos lutaram contra o status quo vigente. Ou seja, foram pessoas que tentaram diminuir as desigualdades sociais ao longo da história, Bruce faz o mesmo.

Não sou sociólogo, mas conheço o personagem, sou historiador e pesquisador das representações históricas dos quadrinhos, além de colecionador, o afirmo, que o que essa charge mostra, NÃO, condiz com o personagem.No entanto, questões de interpretação, cada um tem a sua. o do autor esta certa? sob o ponto de vista dele, claro que sim, para mim não, pois o meu olhar vai em outro caminho.



sábado, 16 de agosto de 2014

REFLETIR É PRECISO: Quadrinhos como ferramenta de reflexão.



Essas imagens foram extraídas dos meus quadrinhos quando estava produzindo meu TCC da Graduação, elas dizem muito, não só pela força das palavras, mas também pela forma como o artista resolveu transmitir as falas.
Interessantemente o que se apresenta nessas imagens esta muito atual.
No que se refere ao que Israel faz com o povo palestino em GAZA. e no que se refere ao que os EUA fizeram com os povos originais de seu território.
Detalhe interessante é que as revistas de onde tirei estes trechos foram publicas, originalmente, num momento histórico dos EUA no qual eles não queriam frandes criticas, ainda mais em um meio de comunicação tão abrangente quanto o dos quadrinhos.



Devo lembrar a vocês que o consumo de quadrinhos nos Estados Unidos não se resume, única e exclusivamente ao público infanto-juvenil, o consumidor de quadrinhos por aquelas bandas, diferentemente do daqui, é de público de idade variada.



Por fim, fecho este post deixando para vocês as indagações apontadas na figura 3.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MARVEL NOIR

Ola galera, hoje trago a vocês uma pequena analise desta série de quadrinhos muito interessante. já foi publicada a um tempo já, mas estava aguardando ter todos os volumes, e acreditem ainda me falta um, para poder escrever sobre a mesma. Mas como só falta um único volume resolvi escrever assim mesmo. 
Espero que gostem do texto.




Está bela série de quadrinhos ambienta os heróis Marvels na emblemática década de 30 do século XX. Praticamente todos os grandes heróis da Marvel tiveram suas adaptações para este ambiente dos anos 30 e com uma estética muito particular que é o gênero cinematográfico NOIR.
Bom, vamos para a analise desta serie muito interessante. Primeiro, vamos discutir o porque da escola da década de 30, convenhamos poderia ter sido qualquer outra década, mas não foi. Por que isso? Oras, a escolha desta década está vinculada com o momento em que os estadunidenses estavam passando, e qual é este momento? a crise financeira de 2008. Mas ai alguém, um jogador inveterado de game pode argumentar, mas o aranha Noir já tinha aparecido antes em um jogo do mesmo. Eu respondo, mas claro que sim, mas a transferência deste aranha Noir do game para os quadrinhos é que é interessante, pegaram um ambiente brinde de um jogo eletrônico e deram maior notoriedade em um momento econômico complicado. qual o objetivo disto? Oras, basta lembrarmos das nossas aulas de história quanto a situação politica e econômica nos anos 30. Depressão, misseira, descredito nos políticos e nos órgãos de controle politico social. 
Mas por que trazer essa lembrança? Bom, ai que está o pulo do gato, trazendo esta lembrança a um publico que tem na memoria viva ainda todas as mazelas daquele período,  Como disse anteriormente em um post falando do primeiro volume desta serie, Homem-Aranha Noir, podemos entender como uma clara critica, e também um toque na memória, do que já aconteceu e que pode acontecer novamente se não tomarem cuidado. Estes quadrinhos merecem uma atenção por parte de historiadores comprometidos com a analise das representações históricas e sociais nos HQs.


Quanto ao gênero NOIR que foi utilizado na ambientação destes quadrinhos posso dizer que obviamente foi uma escolha muito sensata, pois o ambiente escuro, misterioso, tenebroso que o gênero passa condiz plenamente com a mensagem que o quadrinho passa.
Creio piamente que esta série de quadrinhos é merecedora de atenção, não somente por leitores costumeiros, mas sobretudo por historiadores.
Boa leitura a todos.

sábado, 16 de março de 2013

O Fim esta Próximo?

Recebi essa imagem por meio de um grande amigo no Facebook, resolvi refletir em cima dela por acreditar que essa imagem tem muito a nos dizer.

A imagem a esquerda no apresenta uma serie de elementos que se analisados separadamente não nos dizem muito, ou nos da informações errôneas caso analisemos cada elemento separadamente e em contextos dispares.

Vejamos os elemento de forma separada primeiramente.

Primeiro comecemos com o elemento mais conhecido da figura ao lado. o Capitão America. Simbolo máximo estadunidense, defensor dos ditos "valores americanos" e do american way of life - o estilo de vida americano - este aparece com o corpo caído em cima do seu escudo/bandeira e com sangue correndo por cima deste. Sua cabeça encontra-se na mão de um homem, supostamente um terrorista islâmico.

O Segundo elemento desa imagem é o "assassino" do Capitão America, que na imagem representa os EUA, este homem esta configurado com todos os elemento que indicão um terrorista do oriente médio, ou melhor analisando, um homem que possui as características de um homem que luta pela liberdade de seu povo, já que não ha indícios na imagem que ele seja um terrorista, se entende-se que ele é um terrorista temos uma compreensão errada do conjunto todo da imagem.

O Terceiro item da imagem a ser visto separadamente é o planeta terra ao fundo com uma bandeira cravada na Venezuela e praticamente envolvendo-o. primeiramente a bandeira representa um bloco politico-econômico que não mais existe - URSS - mas esta bandeira representa o bolivarianismo criado por Hugo Chaves. portanto, esta parte da imagem representa a internacionalização do bolivarianismo.

Agora, depois de analisar separadamente os elementos pertencentes nessa imagem, podemos analisa-la em um conjunto completo.

Um Homem com a cabeça do capitão America na mão direita e uma faca com características de uma cimitarra (espada tradicional árabe) na mão esquerda indicam que o estranhamento entre ocidente o oriente permanece muito forte. um detalhe muito interessante dessa imagem é a bandeira socialista (ou da antiga URSS se preferirem) cravada na Venezuela. esta bandeira envolve o planeta terra, simbolicamente falando, quem construiu essa imagem indica que o Bolivarianismo de Hugo Chaves sera levado para todo o planeta, e este terá o apoio do oriente médio, lembramos que o presidente do Irã Mahmoud al Mad ne Ja era amigo e aliado de Hugo Chaves. Nesta imagem podemos ver uma serie de elementos muito interessantes e que valem uma atenção maior.


Diante do que é apresentado acima surge a questão que da o titulo deste post e que merece uma boa reflexão, sera, que o fim do ocidente, configurado pelos EUA, esta realmente próximo?

sexta-feira, 15 de março de 2013

BATMAN e a internacionalização do combate ao crime

    O personagem Batman sempre foi uma personagem localista, ou bairrista, com salvas exceções que o levam para fora de Gotham city. Mas o que foi apresentado recentemente foi algo muito inovador para essa personagem, pois o Batman é reconhecido por manter-se sempre em sua base de operações, que é a referida cidade fictícia acima.
  Neste caso, Batman internacionaliza-se, ou melhor, terceiriza-se, no momento em que ele cria a "Corporação Batman" , uma ação em que ele busca gerar combatentes do crime em diversos países do mundo todo. Todos estes financiados por Bruce Wayne.
Capa do Volume 1 da publicação brasileira
   Mas quais as causas de uma empreitada dessas nos quadrinhos do homem-morcego? Já que sobre questões de politica internacional o serie não se atem nem um pouco. Podemos visualizar algumas possibilidades. A primeira é que diante de uma crise mundial da economia, assim como a de 1929 que criou o personagem em questão, os editores e o próprio roteirista Grant Morrison, atualizaram essa situação de criação, pois, assim como a depressão dos anos 30 do século XX gerou uma inoperância policial, que diante da crise social e do Estado contribuiu para uma ampliação da criminalidade, pode ser isso que os autores querem ressaltar. Não que esteja ocorrendo uma ampliação da criminalidade, mas sim que diante da possibilidade de uma nova recessão essa é uma possibilidade real de acontecimento.
  Escolher um personagem como o Batman, reconhecidamente um personagem bairrista, para uma empreitada dessas concerteza merece um pouco mais de atenção. pois essa "terceirização" do Batman pode  estar ligada com o que se imagina que pode ocorrer num futuro não muito distante. mas não é algo infundado, basta prestar atenção nos acontecimentos globais que nota-se um aumento na criminalidade, e um personagem que resolver fazer justiça com as próprias mãos terceirizando essa pratica podemos contatar que não se esta, como direi, botando fé nas instituições públicas, tanto de segurança quanto administrativa. Pois, assim como na depressão dos anos 30 do século passado, a corrupção a ingerência  e as varias formas de criminalidade elevaram-se drasticamente diante das fracas instituições públicas do referido momento. logo essa série quadrinistica pode estar nos alertando do que pode estar por vir,
que fiquemos atentos!